Saiba quem são os suspeitos de degolar idosa e empregada e o motivo do crime

Foto: Reprodução/Montagem BNews 

O primeiro suspeito de matar e decapitar uma idosa e a empregada doméstica dela, em um apartamento de luxo, no Rio de Janeiro, foi identificado como Jonatan Correia Damasceno, de 32 anos. O pintor foi preso na última sexta-feira (10) e confessou à polícia que foi um dos autores do duplo homicídio. O seu comparsa, o também pintor William Oliveira Fonseca, 23, se entregou às autoridades na noite de sábado (11). Ele era considerado foragido.

De acordo com a versão de Jonathan, ele e William ficaram cerca de três horas na companhia de Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e Alice Fernandes da Silva, de 51. Ele tinha a intenção de tirar dinheiro da idosa e quitar dívidas com agiotas.

A polícia acredita que, durante esse tempo, as duas vítimas foram mantidas amarradas e amordaçadas. A idosa também foi obrigada a assinar três cheques no valor de R$ 5 mil cada — valores que, no dia do crime, foram sacados por William e repartidos entre a dupla.

Jonathan foi o responsável por ir até um banco mais próximo realizar as compensações. Enquanto isso, William ficou na companhia das duas vítimas. Martha teria sido obrigado, por telefone, e sob forte ameaça, a autorizar os saques.

A supervisora administrativa da agência bancária que trocou cheques contou, em depoimento à polícia, que a aposentada parecia ‘estar calma’ do outro lado da linha. O suspeito também demonstrou calma ao entregar a identidade e ao assinar a documentação para receber o dinheiro.

Foto: Reprodução/Montagem BNews 


Relação

Os dois pintores trabalharam na casa da idosa e, desde então, já haviam retornado à residência pelo menos outras três vezes para cobrar dinheiro do serviço, que havia sido pago pela contratante.

“O serviço foi feito e todo pago, mas eles estavam coagindo a dona Martha a dar mais dinheiro. A dona Eleonora, filha dela, contou que há 15 dias eles bateram lá contando uma história triste e querendo mais dinheiro. Em outro episódio, na última semana, eles foram lá novamente, desta vez só com a dona Marta, colocaram o pé na porta, a ameaçaram e a coagiram para levar mais dinheiro”, contou o filho da empregada doméstica morta, o bombeiro hidráulico Diogo Felixberto Fernades da Silva, 27.

No dia do duplo homicídio, os dois foram autorizados pela dona da casa a subir até o andar onde ela morava. O laudo de exame de necropsia feito nos corpos das duas vítimas apontaram que elas foram mortas por esgorjamento — lesão profunda na garganta provocada por ação corto-contundente.

Antes da fuga, os suspeitos atearam fogo no corpo da idosa, e as chamas se espalharam por todo o ímovel. A fumaça chamou a atenção dos vizinhos que acionaram uma equipe do Corpo de Bombeiros. Foram os profissionais que encontraram os corpos das mulheres.

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