Variante de preocupação, ômicron é identificada em cinco continentes

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A variante do coronavírus, ômicron, repleta de mutações e registrada como 'preocupante' pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já chegou aos cinco continentes. O último continente a confirmar casos da nova variante foi a América, com casos no Canadá. A variante foi sequenciada pela primeira vez na África do Sul, mas provavelmente já circula nos países há algumas semanas.

Na Holanda, as autoridades de saúde anunciaram neste domingo, 28, que 13 passageiros procedentes da África do Sul que deram positivo para a covid-19 ao chegarem em Amsterdã são portadores da variante ômicron.

Israel, onde foi confirmado um caso de um viajante procedente do Malawi, decidiu proibir a partir deste domingo a entrada de estrangeiros no país, assim como obrigar seus cidadãos vacinados que voltaram de viagem a realizar um teste PCR e a fazer uma quarentena de três dias.

Dinamarca, Austrália, Botsuana, Hong Kong, Bélgica, Reino Unido, Alemanha, Itália, República Tcheca e Portugal também confirmaram casos positivos de infectados com a nova variante. O Brasil ainda não identificou casos relacionados a ômicron.

A nova variante ômicron representa um "risco muito elevado" para o planeta, advertiu nesta segunda-feira, 29, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que também destacou as muitas incógnitas sobre esta variante, especialmente sobre o perigo real que representa.

"Até o momento não se registrou nenhuma morte associada à variante ômicron", afirmou a OMS em um documento técnico, que também apresenta conselhos às autoridades para tentar frear seu avanço.

"Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada", afirma a organização, enquanto aumenta a lista de países onde a variante foi detectada, após os primeiros casos no sul da África em novembro.

"Em função das características podem existir futuros picos de covid-19, que poderiam ter consequências severas", acrescenta a OMS, que na sexta-feira classificou a ômicron como variante de "preocupação".

As incógnitas sobre a variante são numerosas, adverte, no entanto, a OMS: o nível de contágio, e se esta é inerente às mutações constatadas ou ao fato de a variante escapar da resposta imune; o nível de proteção das vacinas anticovid existentes e a gravidade da doença, ou seja, se a variante causa sintomas mais graves.


A tarde

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